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Arte

Galeria de Arte dos Combatentes – Exposição

When GEOMETRY reads POETRY… (Quando a GEOMETRIA lê POESIA…) “Everything one invents is true, you may be perfect sure of that. Poetry is as precise as geometry.” Gustave Flaubert Esta série de trabalhos representa um corte, ou, talvez, uma progressão em pesquisas precedentes. A sua execução, sem ideias pré-concebidas e que anteriormente provinha de um expectante lançar linhas que no seu caminho delimitavam formas, tem agora um outro ponto de partida que passou a constar do método de construção de uma obra plástica.A colocação prévia de rendas e tule sobre a tela vazia, condiciona, ou guia, as linhas que vão surgindo e as formas e cores que nascem a partir delas. É uma viagem diferente em que se vão descobrindo novas paisagens sempre tendo em mente a composição formal. O objectivo permanece: a busca da luz, da cor, do movimento, em formas e texturas que pretendem relacionar-se em harmonia. A paleta, reduzida e minimalista – que obriga a uma sensibilidade para desmontar as cores – é realçada pela delicadeza da renda, precisão dos detalhes, pela existência de vazios. Por sua vez, o movimento, a beleza da velocidade, o dinamismo, a energia, conferem à cor novas qualidades.De facto, estas composições procuram enunciar um problema: como fazer conviver, no mesmo campo visual, formas geométricas nuas e frias com texturas ricas e subtis, provenientes das tramas dos tecidos? Poderá, a intervenção e sobreposição desses materiais usados na colagem, humanizar esse rigor matemático vislumbrado através da transparência? Rendas e tule parecem adicionar fantasia e mistério, escondem, ao mesmo tempo que revelam. São uma forma de dar continuidade às memórias, às vivências, mas, também, uma forma de reciclar o passado, de imortalizar, de revitalizar objectos que, com a sua carga emocional, outrora tiveram um papel, em contraste com o futuro simbolizado pela composição geométrica. Obra e Vida encontram-se no plano da criatividade. A sobreposição de suportes, bem como o ensaio de diversos formatos, também tem aqui lugar e inaugura uma outra inovação no projecto individual. A própria composição é influenciada pela forma e conjugação das telas em “degrau”, onde repousa e onde se explorou a multitude dos formatos e do movimento que os mesmos inspiram. Com esta atitude as dinâmicas parecem exponenciar-se. Procura-se assim que a pintura saia da sua expressão pura e passe a ter um comportamento mais próximo do nosso mundo. A tridimensionalidade acaba por apelar a uma observação que se aproxima à da escultura, o que acaba por levar a uma maior intimidade e envolvência com a obra. Detalhes do evento: Data: Quinta-feira, 27 de Novembro 2025 Hora: 18:30 (Antecede momento de declamação) Encerramento: 8 de Janeiro 2026 Os Combatentes – Rua do Possolo, Nº 9 Lisboa Isabel Palma Nasceu em Lisboa em 1959. Apesar de, desde cedo, se inclinar para as questões da arte, a sua formação e vida profissional na área da Engenharia, levam-na por outros caminhos.

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