Lavínia Duarte e Silva Neves Lavínia Duarte e Silva Neves, nascida em 1932, fez-se sócia d”Os Combatentes” em 1967. Em meados dos anos 90 do século passado com criação do museu da colectividade e a par da Lisboa 94 tornou-se famoso o grupo dos Pregões de Lisboa, do qual a Lavínia integrou. Fez várias atuações no grupo cénico d”Os Combatentes” constituído em 1988, até de guarda roupa tratou. Lavínia Neves: “– Desistir?… Eu hei de morrer em cima de um palco a representar!… Eu respiro teatro, eu esqueço-me de todos os meus problemas, quando estou aqui com os meus companheiros, diante deste público, que espera uma graça, uma mensagem, uma canção! E esta é dedicada a todos vós e à nossa tão querida Lisboa!” Texto da revista “O Teatro segue dentro de momentos…” de 1997, da autoria de Jorge Rua de Carvalho e Luís Filipe Maçarico, representada na II Festa das Coletividades de Lisboa. “A minha alma se conforta Com uma guitarra a meu lado Pois mesmo depois de morta Quero ouvir cantar o fado. O fado é canção dolente Que magoa em nosso peito E anima a alma da gente Quando cantado a preceito. Todo o artista carece P’ra cantar de uma bebida Cantando e bebendo esquece As amarguras da vida. Quando ao colo me embalava Minha mãe com ar trocista Diz que eu chorando cantava Que nasci p’ra ser fadista. O fado não está na garganta Mas dentro de nós sempre em luta Tão fadista é o que canta Como aquele que o escuta. Uma sardinha na brasa Bom vinho e chouriço assado O trinar de uma guitarra Isto sim… isto é que é fado.” Lavínia Neves Poema de “Tudo Isto é o Fado” interpretado por Lavínia e Jorge Neves. Durante os últimos anos de vida, tínhamos sempre um cumprimento atento da sua janela da Rua do Possolo. As cerimónias fúnebres decorrem sábado dia 24 janeiro, às 12h na capela do cemitério do Alto de São João, sendo a cremação às 15h. O GDEC está de luto, sentidas condolências à família e amigos.